sábado, 30 de março de 2013

AUCON DESEJA A TODOS FELIZ PÁSCOA...



quarta-feira, 27 de março de 2013

CURSO DE MARKETING ESPORTIVO


Auspex e Quest promovem curso de mkt esportivo
REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, São Paulo - SP
Em 27/03/13 as 17:10
A agência de marketing esportivo Auspex está trazendo para o Brasil um curso com especialização europeia. Em parceria com a agência portuguesa Quest, a empresa promoverá em São Paulo um curso de gestão e marketing esportivo para executivos da elite do esporte.

O evento ocorrerá entre os dias 21 e 24 de maio e contará com a experiência de nomes como Jorge Avancini, diretor de marketing do Sport Club Internacional e o português Pedro Afra, que durante ocupou durante dez anos o cargo de gerente geral do Sporting Lisboa.

Outro palestrante será Marcos Nóbrega Corrêa, diretor executivo da Auspex. Segundo Corrêa, “a principal intenção do curso é trazer um pouco do que é desenvolvido em países mais avançados em termos de marketing do futebol e discutir isso também com a visão de especialistas locais no tema”.
“Não é à toa que escolhemos o pessoal, o Pedro tem uma grande carreira e conhecimento no setor e o Avancini criou um programa de sócios que é referencia no país”, afirmou Corrêa,

Avancini também falou sobre a relevância dos temas tratados no curso: “O curso foi desenvolvido num momento muito importante para o marketing esportivo. Com Copa do Mundo e Olimpíadas essa é a melhor hora para investir no esporte. Isso é muito importante, pois ajuda as pessoas a entenderem melhor o que é exatamente o marketing esportivo, além de prepará-las para o mercado”, declarou o diretor de marketing do Internacional.

Outro objetivo é também mostrar um ponto de vista diferente: o da indústria. “Queremos mostrar quê tipo de iniciativa o clube pode desenvolver para atingir o que a indústria espera, que é muito mais do que apenas exposição de marca na camisa. Quando o clube consegue fazer isso, tende a desenvolver uma relação muito mais duradoura”, disse Corrêa.

O diretor da Auspex também comentou sobre a nova parceria com os portugueses da Quest: “A Quest tem uma bagagem e reputação internacional relevante e já via uma oportunidade no Brasil há certo tempo, mas não conhecia a dinâmica do pais. Formamos essa parceria para ser o braço operacional deles no Brasil e cuidaremos do desenvolvimento e adequação das ações deles aqui”.

“Já trabalhamos em conjunto para este curso. A Auspex se encarregou da construção do conteúdo, enquanto a Quest proporcionou todo o aparelho necessário para disseminar e estruturar esse material”, disse ainda Corrêa.

As inscrições para o curso já estão abertas. O endereço é: http://www.questbr.com.br/curso-especifico-de-elite-marketing-e-futebol/

UNICEF E BARCELONA



terça-feira, 26 de março de 2013

MARKETING DE EMBOSCADA


O Marketing de Emboscada quer entrar em Campo na Copa
Você já ouviu falar no ambush marketing ou marketing de emboscada? Apesar do nome novo para muitos, é algo mais fácil de explicar – isso não quer dizer que seja fácil de aplicar com sucesso (ou mesmo de forma legal).

O Marketing de Emboscada utiliza estratégias, principalmente em grandes eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas, na tentativa de criar e destacar marcas, que não sejam patrocinadores oficiais do evento, com o objetivo de tirar proveito do espaço de visibilidade dos concorrentes sem acordos contratuais e gratuitamente.

Um exemplo de marketing de emboscada pode ser recordado na última Copa do Mundo, na Africa do Sul em 2010, quando uma confusão envolvendo um grupo de torcedoras holandesas loiras vestindo laranja em uma partida contra a Dinamarca. Para muitos, apenas uma turma de mulheres lindas vestindo laranja e torcendo para a Holanda seria algo que não levantaria suspeitas, certo? Errado.

Para a FIFA, o grupo de mulheres vestia um conjunto cedido pela cervejaria holandesa Bavaria e participavam de uma ação ilegal, ainda que a marca não estivesse estampada. A cerveja oficial da Copa da África era a Budweiser (que também será patrocinadora no Brasil).

Com os olhos atentos dos organizadores as 30 mulheres foram retiradas do estádio e duas chegaram a ser presas, mas logo depois liberadas. E a reação da FIFA acabou trazendo ainda mais visibilidade para a ação da cervejaria. O monitoramento levou a entender que aquilo era uma ação de emboscada, trazendo muita visibilidade para a marca que estava por trás da ação.

Nós, brasileiros, nem saberíamos que elas estavam ali por uma marca de cerveja se não tivessem sido retiradas. Mas a FIFA tem escritórios no mundo todo que trabalham, protegem e fiscalizam de uma forma ostensiva porque a visibilidade deve ser dada apenas aos apoiadores oficiais do evento.

A Copa do Mundo prevê uma disputa acirrada entre patrocinadores oficiais: 19 empresas que podem usar e associar suas marcas à Copa de 2014 e do outro, todas as outras companhias que terão de inovar para embarcar nas oportunidades do evento sem ultrapassar os rígidos limites legais que pairam sobre os usos do nome da competição.

Na seleção oficial da FIFA temos:

Parceiros FIFA: Coca-Cola, Adidas, Hyundai-Kia Motors, Emirates, Sony e Visa.

Patrocinadores da Copa do Mundo: Budweiser, Castrol, Continental, Johnson & Johnson, McDonald's, Oi, Seara e Yingli.

Apoiadores nacionais: ApexBrasil, Itaú, Liberty Seguros, Chocolates Garoto e Wise Up

A estimativa de especialistas em marketing esportivo é de que as cotas de patrocínio do Mundial e da Copa das Confederações gerem receita de US$ 1,5 bilhão para a FIFA entre 2011 e 2014. Some-se a isso um custo estimado para a "ativação" das marcas – ações publicitárias, publicidade estática e em meios de comunicação –, de uma a três vezes o valor pago à entidade, e chega-se a uma cifra girando entre US$ 3 bilhões e US$ 6 bilhões de gastos com publicidade no período. Isso, investido apenas pelos patrocinadores oficiais.

Do lado oposto, as empresas "não oficiais" se desdobram para vincular suas marcas de todas as formas possíveis (e legais) ao futebol, às competições e aos grandes jogadores. Para essas empresas, a estratégia para tentar embarcar na canoa da Copa começou há algum tempo.

A Nike, concorrente da patrocinadora oficial Adidas, ampliou o número de equipes patrocinadas pela marca, com o objetivo de fortalecer a marca no país antes da Copa. Outro bom exemplo de empresa que não é patrocinadora oficial e consegue associar a marca ao evento é a rede de supermercados Extra. Patrocinadora da CBF, a companhia adotou as cores verde e amarelo em todas as peças publicitárias e contratou o Fenômeno Ronaldo Nazário para capitanear o material. Com certeza será uma marca lembrada pelos brasileiros na época da Copa.

Vamos ficar atentos nesta disputa que promete ser cada vez mais acirrada.

Para fechar o post destaco os trechos da legislação sobre utilização indevida das marcas da Copa:

- Marketing de emboscada por associação

Art. 32. Divulgar marcas, produtos ou serviços, com o fim de alcançar vantagem econômica ou publicitária, por meio de associação direta ou indireta com os eventos ou símbolos oficiais, sem autorização da FIFA ou de pessoa por ela indicada, induzindo terceiros a acreditar que tais marcas, produtos ou serviços são aprovados, autorizados ou endossados pela FIFA. Pena: detenção de três meses a um ano ou multa.

Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem, sem autorização da FIFA ou de pessoa por ela indicada, vincular o uso de ingressos, convites ou qualquer espécie de autorização de acesso aos eventos a ações de publicidade ou atividades comerciais, com o intuito de obter vantagem econômica.

- Marketing de emboscada por intrusão

Art. 33. Expor marcas, negócios, estabelecimentos, produtos, serviços ou praticar atividade promocional, não autorizados pela FIFA ou por pessoa por ela indicada, atraindo de qualquer forma a atenção pública nos locais da ocorrência dos eventos, com o fim de obter vantagem econômica ou publicitária. Pena: detenção de três meses a um ano ou multa.

Grande abraço e bola para frente!

Professor Flávio Janones