sábado, 29 de dezembro de 2012

AUCON / CLUBE DO TORCEDOR DESEJA A TODOS FELIZ 2013



terça-feira, 27 de novembro de 2012

LIÇÕES DO MUNDO DA BOLA


As lições do mundo da bola ao mercado corporativo

Como em qualquer empresa, independente do nível ou departamento, a troca de comando é usualmente seguida de mudanças, as quais podem divergir em tempo ou intensidade, porém sempre estarão presentes

A semana passada foi marcada por dois fatos já aguardados no mundo da bola: a volta do Palmeiras à série B e a queda de Mano Menezes do comando da seleção -apesar do momento positivo após a conquista do Super Clássico das Américas, competição tão ou mais suspeita quanto ao futebol de Iraque e China. O caso Alviverde foi um misto de falta de planejamento e desmando, em uma equipe que desde os tempos da Parmalat não sabe o que é consistência e visão de longo prazo.
Já o fator Mano Menezes pode ser visto como uma combinação de falta de foco, competência e principalmente jogo político. Sem uma competição oficial e com a participação assegurada para a Copa de 2014, tornou-se difícil manter a concentração. Sua convocação, segunda opção após Muricy Ramalho declinar à proposta, nunca foi uma unanimidade entre os torcedores. Enfim, as mudanças na desgastada e antiquada CBF foi à gota d'água que faltava para transbordar o copo do treinador gaúcho.
Como em qualquer empresa, independente do nível ou departamento, a troca de comando é usualmente seguida de mudanças, as quais podem divergir em tempo ou intensidade, porém sempre estarão presentes. É esperado de um novo presidente, diretor, gerente ou supervisor que tragam e coloquem novas ideias em prática, através da mudança de processos, políticas, estruturas internas e formas de atendimento ao mercado.
Para implantá-las necessitam de colaboradores leais e comprometidos, os quais ajudem a levar a cabo as novas ações, o que não raro significa uma dose extra de trabalho. Para fazê-lo podem contar com o time existente ou então trazer pessoas de confiança, com as quais tenham trabalhado anteriormente. Já conheci histórias de ótimos profissionais desligados ou deslocados de função em virtude da chegada de recursos externos. Para que você não seja o próximo, segue algumas dicas.
Boatos: evite disseminar frases e histórias que possam diminuir o prestígio do novo gestor. Em um momento de decisão as pessoas tendem a se aliar aos mais fortes.
Agressividade: tente responder de maneira polida as questões que a princípio lhe pareçam óbvias, mesmo que precise repetir mais de uma vez. Aproveite para demonstrar conhecimento e ganhar confiança.
Sentimentalismo: apegar-se aos processos ou políticas antigas pode transparecer que seja resistente a mudanças. Opine, discuta e apresente seu ponto de vista, estando aberto a novos métodos e visões.
Barganha: medir poder, seja através do conhecimento ou relacionamento interno ou externo, não é um bom caminho. Utilize-o para facilitar o caminho do novo gestor.
Caixa preta: segurar, omitir ou retrabalhar informações solicitadas pode não ser uma boa estratégia, já que precisará compartilhá-las, mais cedo ou mais tarde.
Última bolacha: achar-se insubstituível devido ao tempo de casa, resultados passados ou prêmios ganhos, apenas aumentará a insegurança do recém-chegado sobre sua real intenção.
Tomemos como exemplo o plano de sucessão de Mano. Tite, Felipão ou Muricy. Qualquer um que venha ocupar o posto precisará apresentar mudanças rápidas e profundas, contentando não apenas a CBF assim como a opinião de milhões de brasileiros metidos a técnico. Estilo de jogo e mudanças táticas trarão mudanças na lista de convocados, fazendo com que jogadores outrora garantidos possam perder sua posição aos preferidos e de confiança do novo técnico.
O caso serve para demonstrar a importância do jogo político, além da competência, existente em qualquer tipo de empresa e setor. Em épocas de turbulência, globalização e cobranças de curto de prazo; fusões, aquisições e mudanças organizacionais são e serão cada vez mais frequentes, obrigando os profissionais a viver em constante incerteza sobre o futuro de suas cadeiras. Neste cenário, torna-se necessário não apenas o gerenciamento da própria carreira, mas também a aquisição de habilidades políticas para poder se manter no cargo. Infelizmente existem poucas unanimidades como Neymar, para os quais mudanças não representam ameaças.
FONTE PORTAL ADMINISTRADORES

SCUDERIA FERRARI CLUB 2012


SIMPLESMENTE FANTÁSTICO - MICHAEL SHUMACHER


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

FUTEBOL - CRAQUES PARA EXPORTAÇÃO


SEM LIMITES - INDICAÇÃO DE LEITURA


OLIMPÍADA MÓVEL


MARKETING ESPORTIVO

Marketing esportivo - Aspectos Diversos


Texto de Roberto Minadeo

Leciona no Mestrado em Administração de Empresas, na Universidade Estácio de Sá e no Instituto Metodista Bennett, no Rio de Janeiro. Desenvolve há vários anos uma linha de pesquisa focada em História Empresarial. Finalmente, lidera uma equipe que vem desenvolvendo há sete anos Business Games para uso em treinamento executivo


ORIGEM

Nos anos 70 e 80, o esporte brasileiro – através do vôlei, do automobilismo, atletismo, natação, basquete, futebol – começa a despertar o interesse da juventude e a mídia intensificou sua divulgação em cima de novos e talentos recém descoberto. É o período em que surgem nomes como Bernard (vôlei), Oscar, (basquete), João do Pulo (atletismo), Ayrton Senna (automobilismo), Djam Madruga (natação), Hortência (vôlei feminino), Zico (futebol) só para citar alguns. É o início também da geração "esporte é saúde", que modificou costumes, conceitos de beleza e vida, lançou moda, vocabulário próprio, etc. É o tempo do cuper, das academias de ginásticas, dos esportes radicais e dos cursos de educação física nas universidades e do profissionalismo propriamente dito.
O marketing esportivo tornou-se conhecido e popularizado em todo o mundo através da divulgação de cigarros e bebidas alcóolicas, como alternativas à proibição pelo congresso americano da veiculação desses produtos em determinados horários. No Brasil produtos como Camel e Malboro (cigarros), Campari e Fosters (bebidas) ficaram conhecidos por patrocinarem especialmente o automobilismo. Fora desses produtos, a Pirelli e Supergasbras são consideradas como pioneiras uma vez que ambas mantinham equipes de vôlei masculino e feminino desde 1980, com resultados bastante significativos (bi-campeonato 82/83 e campeonatos brasileiros 82/84, respectivamente).
A história dos patrocínios no futebol teve início na Itália em 1952, quando a Stock produtora de um conhaque famoso investiu em anúncios uma quota de US$ 30.000 em anúncios em todos os estados do país, a cada clube da série A.
Até 1979 a FIFA impedia que os times utilizassem qualquer marca desse tipo de produto nos seus uniformes, não sendo contudo vedado que utilizassem a logomarca de seus fabricantes. A partir dessa data Franco D’Attoma, presidente do Perugia da Itália (Clube de Futebol), negociou um apoio de US$ 250,000.00 com o pastifício Ponte, utilizando esse dinheiro para montar uma indústria de equipamentos esportivos, vindo-lhe a dar o nome de PONTE, que passou a ser usado nas camisas do time.
No Brasil, destacou-se o Banco Nacional que investiu em 1984, na final da Copa Brasil, U$700 mil, patrocinando inclusive, ambos os times que disputaram a final.
NATUREZA E CARACTERÍSTICAS DO MARKETING ESPORTIVO
Para muitos autores, a motivação que levou grandes empresas a investirem no esporte está proporcionalmente ligada ao espaço que a mídia em geral reservou para a divulgação dos eventos em virtude do sucesso obtido em grandes competições nacionais e internacionais e o retorno institucional e de vendas que eles traziam. Uma das grandes características do marketing esportivo, segundo Oliveira e Pozzi (POZZI, L., OLIVEIRA, M. Patrocine o evento certo. Mercado global. São Paulo., n. 99, p.13-15, 1.trim.1996.), é o envolvimento de eventos, times, contratos de endorsement (testemunhal de atletas), ligas e compra de espaços de mídia em eventos esportivos.
O marketing esportivo desempenha muito bem sua função como um "lembrete" de qualidade, sem contudo, impor sua venda, uma vez que ao fazer-se lembrar, ele está lhe dando uma opção de nome no mercado cabendo, portanto, a empresa (marca) investir também na propaganda com uma ação significativa, explicando quais são os seus produtos e para que se destinam.
PORQUE AS EMPRESAS INVESTEM NO ESPORTE
Sabe-se que toda marca hoje conhecida possui uma tradição no mercado consumidor, portanto, possui também uma imagem, características que levam um determinado segmento social a consumir a marca. Por outro lado, sabe-se também que o mercado não é algo estagnado, fixo. Ele está sujeito a diversas mudanças, a novas tendências e também ao surgimento de novos produtos e marcas concorrentes. Partindo daí, as empresas necessitam de uma reciclagem constante na imagem do seu produto/serviço, buscando assim, novos consumidores e manter fiéis os consumidores já conquistados. Para isso, usam as campanhas publicitárias e as pesquisa de mercado.
O esporte vem sendo uma excelente oportunidade de divulgação, reciclagem e promoção uma vez que ele funciona de modo simples através do patrocínio a times ou atletas, do licenciamento de produtos, e muitas outras possibilidades.
Como objetivos, o marketing esportivo visa aumentar o reconhecimento público, reforçar a imagem corporativa, estabelecer identificação com segmentos específicos do mercado, combater ou antecipar-se a ações da concorrência, envolver a empresa com a comunidade, conferir credibilidade ao produto com a associação à qualidade e a emoção do evento, ser notícia graças a exposição espontânea de outras mídias etc.
Ao marketing esportivo também estão ligados resultados de compatibilidade entre marca investidora e evento/atleta/time escolhidos, ou seja, o investimento em marketing esportivo deverá corresponder a expectativas como ser dirigido ao segmento de público de interesse da ou das empresas patrocinadoras, produzir impacto visual e emocional na sua audiência, atrair grande público, época oportuna e local para sua realização, chamar a atenção dos meios de comunicação, revelar novos talentos e promover o encontro do público com seus ídolos (artistas, atletas), além de promover o desenvolvimento cultural e esportivo e gerar ações motivadoras no âmbito do turismo, do comércio, da cidade ou região.
RETORNO EM IMAGEM
Sempre que falamos em retorno da imagem, pensamos na probabilidade de o patrocinador, sua marca ou seu produto/serviço tornarem-se parte integrante da experiência, da identificação e das emoções vividas pelo telespectador durante, por exemplo, a transmissão de jogo.
Essa associação que fazemos com a imagem do atleta, clube e do esporte à marca forma um elemento decisivo na estratégia de valorização, divulgação e rejuvenescimento do que estamos querendo vender (marca/produto). Um bom exemplo é o Banco do Brasil que investe desde 1991 na seleção de vôlei, formada por jovens e que vem passando aos seus antigos clientes, na faixa de 50 a 65 anos uma imagem de sucesso, de renovação, de bons negócios e segurança. Tanto isso é verdade, que em 1994 constatou-se que 44% dos jovens mostraram-se interessados em abrir uma conta e baseado nesta pesquisa, o banco criou novos serviços possibilitando a essa nova fatia de mercado acesso ao que antes praticamente só era permitido aos mais afortunados (militares, funcionários públicos ou empresários).
AS VANTAGENS DO ESPORTE COMO MÍDIA ALTERNATIVA
Como já vimos, a mídia é caracterizada como um meio pelo qual se transmite uma mensagem. Roberto Minadeo (1996), entende como mídia, "o canal que a propaganda utiliza para encaminhar a mensagem publicitária ao mercado-alvo". (MINADEO, Roberto. 1000 perguntas – Marketing. Rio de Janeiro: Thex Editora, 1996. p.220) Para ele, a mídia entre outras coisas, é a análise e a interpretação dos veículos de comunicação e um instrumento de expressão publicitária.
Alguns autores apontam o marketing esportivo como uma forma de mídia alternativa uma vez que ele é capaz de promover uma marca junto ao seu público-alvo e assim sendo recebe em troca de publicidade, imagem e venda. Oliveira e Pozzi (1996) afirmam que essa captação de mensagem, normalmente é feita em momentos de descontração e relaxamento, como numa transmissão de um evento esportivo, quando a maior parte das mensagens, chega ao telespectador mais receptivo, ao mesmo tempo que evita os intervalos comerciais e a provável troca de canal. Para eles é mais fácil o telespectador aceitar a propaganda fora dos intervalos comerciais. Esse fato é bastante relevante se considerarmos , por exemplo, a exposição de uma marca que patrocina um time de futebol durante os 90 minutos em que dura essa transmissão.
No tocante as cifras investidas no esporte, por tudo o que temos pesquisado, as estratégias utilizadas pelas agências de propagandas/empresas, segundo dados apresentados na 1ª Conferência Internacional de Marketing Esportivo realizada em São Paulo, chegam a US$10 bilhões em todo o mundo(Caderno de esportes. Folha de São Paulo, 1999 4b). Nesta conferência foi apresentado também os números investidos no Brasil durante grandes eventos como a Copa do Mundo ou jogos Olímpicos que chegaram a US$250 milhões.
O esporte, como tem sido bastante divulgado, é uma boa forma de investimento, tanto para as empresas como para os veículos publicitários. O patrocínio de uma empresa num evento esportivo atinge, tanto o público que está assistindo o evento no local, quanto o público que está acompanhando a cobertura do evento pelos meios de comunicação, gerando uma verdadeira disputa por espaço dentro dos eventos.
Sobre o assunto, Antenore (ANTENORE, Armando. Brahma põe fim à guerra de cervejas. Folha de São Paulo, São Paulo. 27 jun. 1994. Caderno esporte, p. 10.), em entrevista na Folha de São Paulo, declarou que a Brahma durante a Copa de 94, ficou de fora das cotas de patrocínio das transmissões dos jogos, e para reverter essa falha, utilizou-se de alguns jogadores da seleção em suas campanhas publicitárias, e colocou nos estágios onde ocorreram os jogos preliminares, bandeiras e faixas da "número um" , participando de uma maneira bem expressiva e sem gastar um tostão na compra de espaço publicitário na TV. Fontenele (FONTENELE, André. Anunciante se torna parte do show. Folha de São Paulo, São Paulo, 5 jun. 1994. Caderno especial, p. 8), por sua vez, afirma que a Copa é cada vez mais vem sendo utilizada como veículo publicitário chegando hoje a sustentar a própria realização do evento.
É válido salientar que a diversidade de esportes contribui muito para que o patrocinador possa optar para aquele que mais se afine com o seu negócio e público-alvo. Blecher (1994) nos relata que o Banco Nacional para explorar a imagem de Ayrton Senna em peças de merchandising e comerciais, investiria US$ 1,2 milhões no ano da morte do piloto, o que significaria o dobro desembolsado quando de seu início de carreira.
Blecher, salienta também, que a peça promocional mais popularizada e disputada, era o boné (distribuídos 1,5 milhões de unidades) com a sua assinatura e que numa pesquisa realizada em 1991, o banco teve computados os minutos de TV e as fotos de mídia impressa em que Senna aparecia com a logomarca ficou demonstrado que o banco teria que investir 10 vezes mais o valor contratado para obter o mesmo retorno em espaço publicitário.
O RETORNO SOBRE VENDAS
O marketing esportivo, para muitos autores, serve para consolidar ou massificar uma marca forte e mensurar o retorno do investimento é difícil. Entretanto, sabe-se que as empresas realizam cálculo de forma global, sem a preocupação de identificar isoladamente os fatores impulsionadores. Darren Marshal, vice-presidente da Sponsorship Research International, citado por Melo Neto (Marketing Esportivo. Rio de Janeiro. Record, 1995, p.249.), afirma "que o retorno de uma marca ou produto envolvido num evento é 4 vezes maior do que o de uma boa campanha publicitária".
Um exemplo de expectativa de retorno é a estratégia da Olympikus em centrar os investimentos no vôlei. Neste ano, R$5 milhões serão investidos em patrocínios, uma quantia três vezes superior para divulgação da mídia. Para o gerente de sua conta, Tiago Pinto, "esta proporção – três por um – costuma ser obedecida pelas empresas que trabalham como o segmento". Pinto, complementa dizendo que resultado é bastante compensador, pois em 1997, a Olympikus, uma marca específica para a área esportiva, vendeu 8 milhões de pares e a meta para 1998 foi estipulada para chegar aos 9 milhões.
Outro exemplo significativo é o caso da Diadora, empresa italiana, fundada em 1948, está presente em 50 países, e tem no Brasil o seu segundo maior mercado, com um faturamento de US$350 milhões, representando 8% do total de faturamento. A sua imagem foi consolidada através de seu investimento no tenista Gustavo Kurten, o Guga, a partir de 1996 quando aqui chegou e atingiu a marca de 200 mil pares vendidos no país. Já em 1997 este número passou para 450 mil e em 1998, a previsão era de 700 mil. A empresa teve uma estratégia muito boa de marketing e uma visão ainda maior de futuro, pois antecipou a renovação do contrato do tenista, quando ele ainda era o 60º no ranking em 1995, e o valor do seu contrato era em torno de R$50 mil anuais. "Com a pressão da concorrência após as vitórias de Guga, renovamos antes, até abril de 2002, no valor de US$1 milhão por ano" disse Carlos Alberto Toiller, gerente de marketing da Diadora. (TOILLER, Carlos Alberto. Marketing esportivo envolve R$ 500 milhões no Brasil. Fonte: http://www.federalsul.com.br/rel/9810.htm -9/8/1999).
LEI ZICO E LEI PELÉ
Segundo Pozzi (1998), a Lei Zico foi uma tentativa de moralizar e modernizar o esporte. Sua abordagem previa entre outras coisas, que os clubes, deixassem de ser entidades de direito privado, sem fins lucrativos, isentos de pagamento de tributos e se transformassem em empresas de direito privado permitindo dessa forma a fiscalização do ministério público e responsabilizando criminalmente seus dirigentes pela administração dos clubes . A lei previa também que todos os jogadores ganhassem passe livre a partir do ano 2000 e a negociação de contrato de trabalho deveria ser feita entre patrão e empregado, ou seja, clube e jogador. Uma das questões polêmicas desta lei era o esvaziamento do papel da Confederação Brasileira de Futebol – CBF, uma vez que os clubes ou ligas passariam a ter direito de estabelecer negociações de direito de TV e marketing, calendário e organização de todos os torneios e à CBF responderia apenas pela seleção brasileira. Outro ponto de conflito dizia respeito aos bingos.
Segundo Francisco Horta a Lei Pelé (Lei nº 9615 de 24/3/98) é uma evolução da Lei Zico e veio complementar "a revolução no mundo desportivo nacional que a nova legislação proporcionará em contraste com a timidez da Lei Zico". (HORTA, Francisco. apud NUNES, Inácio. Lei Pelé. Comentada e comparada Lei Pelé X Lei Zico. Livraria Lumen & Juris. http://www.inácionunes.com.br/inferior.htm. Coletado em 13/9/99.) Entretanto a Lei Pelé copiou literalmente, ou quase, a legislação anterior.
OS GRANDES INVESTIDORES - DESENVOLVIMENTO DA INDÚSTRIA ESPORTIVA
Parafraseando Lesa Ukman (1998):"patrocinadores podem fazer ou quebrar esportes. Por exemplo, eventos como os triatlos, corridas de bicicleta e pólo não existiriam mais sem o dinheiro dos patrocinadores. Isso não significa que os fãs se sintam exatamente gratos." (HIESTAND, Michael, "Sponsorship Report : The Name of the Game, USA Today, 16/6/1993)
As verbas de marketing esportivo tem crescido aceleradamente. Nos Estados Unidos, por exemplo, cinqüenta bilhões de dólares é a soma que vem sendo aplicado anualmente no setor, segundo estimativas. Exemplo dessa afirmação – segundo Pozzi :
Coca-Cola, como patrocinadora do futebol americano da NFL, gastou US$ 250 milhões até 1997 (incluindo os anúncios de TV). Além disso, é uma empresa que tradicionalmente investe no esporte, há várias décadas.
A General Motors fechou um acordo com o Comitê Olímpico dos Estados Unidos que prevê o ingresso de US$ 1 bilhão nos cofres da entidade entre 2002 e 2008.
A Anheuser-Busch, como patrocinadora do Comitê de Atlanta para os Jogos Olímpicos de 1996, despendeu US$ 40 milhões.
No Brasil, apenas para citar alguns, incluímos PARMALAT, UNICOR, Tintas Renner, General Motors, Lubrax, Umbro, Nike, General Motors, Lubrax, Umbro, Bombril-Cirius. Todavia deve ficar patente que o marketing esportivo não faz milagres e tem limites. Algumas modalidades são tão utilizadas que cedo atingem a saturação., o que deixa de ser um bom negócio. O grosso dos investimentos hoje em dia, está sendo utilizado para o patrocínio de eventos.
Cuttone (Publicidade sobre a Copa invade EUA e traz lucro de US$1 bilhão. Folha de São Paulo, São Paulo, 13/6/1994), relata que na Copa de 94, a American Airlines, uma das patrocinadoras, transportou entre 1,5 milhão a 2 milhões de pessoas vindas da Europa e América do Sul.
Em entrevista publicada na "Isto É", de 02.08.1995, o vice-presidente de marketing da Portuguesa, Orlando Abreu, declarava que a busca de um patrocínio tinha sido a solução encontrada pelo clube, e que essa parceria ia muito além do compromisso com o esporte, pois a Chapecó, participava também na reforma do clube e de todas as festas promovidas por ele. Por sua vez, a Chapecó, nem pensava em deixar o patrocínio, uma vez que sua imagem já estava ligada a Portuguesa, e era um motivo a mais para vencerem a concorrência com nomes fortes como a Sadia e a Perdigão. Neste caso também, a escolha certa de parceria foi fundamental para a empresa já que a maioria dos torcedores da Portuguesa são portugueses, donos de padarias e potenciais compradores de presuntos, mortadela, salsicha e derivados.
A Parmalat teve no seu ex-diretor de esportes, José Carlos Brunoro, o grande idealizador e responsável pelo sucesso da empresa. A parceria Parmalat x Palmeiras tem sido um dos marcos do marketing esportivo no Brasil. A empresa italiana, no Brasil desde 1977, chegou em 1996 ao topo do ranking do setor de lacticínios no país. Uma de suas ações estratégicas é lançar produtos novos e para isso, vem incorporando desde 1988, mais de trinta outras empresas no país transformando o seu patrimônio de US$ 34 milhões em US$ 750 milhões (Melo Neto, 1995). Hoje em dia ela conta com uma série de outros produtos, como chás, molhos brancos, biscoitos e similares. No Brasil, seu parceiro foi o Palmeiras, em São Paulo - desde 1992 - cuja maioria de torcedores é formada por italianos (origem da empresa).
CONCLUSÃO
Por que as empresas estão crescentemente adotando o esporte, tanto como meio de patrocínio publicitário ou como prática de seus próprios funcionários? A adversidade de resposta a esta questão reflete a fase de transição por que o "velho" esporte está passando, em busca de um novo mais ajustado aos anseios da nossa sociedade em mudança.
Ao que tudo indica, o patrocínio esportivo veio não só para ficar, mas para se transformar cada vez mais numa ferramenta estratégica de marketing poderosa desde que todos os benefícios que dele advêm sejam conhecidos, utilizados e mensurados.
É sabido que um grande número de empresas vêm utilizando esse meio e investindo em divulgação institucional. De acordo com o que foi pesquisado e exposto neste trabalho, o esporte é um bom investimento. Com ele, cada empresa pode encontrar a modalidade esportiva que mais se enquadre com o seu tipo de negócio/produto e atingir mais eficazmente o seu público alvo. Contudo, a divulgação através do esporte não tem efeito sozinha assim como não deve investir no esporte como média única. O patrocínio esportivo por si só, não explica a marca, porém, funciona como forma de manutenção dessa marca.
Inegavelmente a vantagem proporcionada pelo investimento em marketing esportivo está na multiplicação da divulgação que ele proporciona, ainda que seu retorno seja lento. Como exemplo citamos o caso do Leite Moça/Clube Atletico Sorocaba que baseou toda a sua companha de propaganda em seu produto quase centenário, com características familiares e integrado aos hábitos da dona de cada que corria o risco de envelhecer ou ser coisa ultrapassada. O seu grande "estalo" foi dar o nome deste produto ao clube e patrocinar o time feminino de volei cujas jogadoras, além de levarem o nome do produto nas camisetas, apareciam fazendo publicidade com recitas em que utilizavam o mesmo.
Assim é que o investimento pioneiro efetuado pela Parmalat e o Palmeiras é considerado como marco de sucesso no marketing esportivo e os resultados obtidos estão relacionados a profusão de exposição de suas marcas na média em geral e modelo de uma competente estratégia de marketing.
Concluímos esse trabalho com o pensamento de que as empresas que investem no esporte são vistas com simpatia pela maioria do público jovem e por consumidores de uma forma geral.
Isso se dá, basicamente, por duas razões: a primeira é que a empresa está fazendo um "bem social – investindo em cultura, no lazer, oferendo ao público algo além dos seus produtos; e a segunda razão é que a empresa passa para o público a impressão de uma maior cumplicidade, proximidade. Através do esporte, a empresa consegue comunicar-se com o seu público, mostrando a que veio, isso porque os esportes em geral, trabalham com a emoção das pessoas, com seus ideais e paixões e dessa forma passa esses sentimentos para a empresa, na visão do público.
Portanto, pelo que apresentamos neste trabalho, pode-se perceber o grande interesse e motivação em termos de postura empresarial das pessoas envolvidas no mundo dos esportes.

fonte: http://twist.com.br/paginas/Conteudo/MKT%20Esportivo/mktesportivo.htm

sábado, 24 de novembro de 2012

CONQUISTE O SUCESSO CONTRATANDO A AUCON PARA SEUS PROJETOS ESPORTIVOS


FÓRMULA UM DÁ AULA DE MARKETING



F1 dá aula de marketing

A Formula 1 é pródiga em manter-se em evidência em todas as situações, principalmente fora da temporada. Se não há notícia, inventa-se; se há uma notícia, aumenta-se; e se há uma grande notícia, esta vai sendo dada aos poucos para se criar expectativa cada vez maior entre os fãs. Estão errados? Não, claro que não, afinal como diz o velho clichê, “a propaganda é a alma do negócio”.
A última é que a Mercedes vai trazer o multicampeão Michael Schumacher de volta. Ontem a história era com Raikkonen, hoje é com Schumacher. Quem saiu com essa foi o velho Eddie Jordan, ex-dono da equipe na qual o brasileiro Rubens Barrichello estreou na F1 em 1993.
Jordan diz que presenciou uma conversa entre Dieter Zetsche (presidente do conselho da Daimler), Ross Brawn e Michael Schumacher em Abu Dhabi, onde ele “acredita” que foi feito um convite sério para que o alemão voltasse da aposentadoria para os carros da Mercedes GP em 2010.
Apesar de Jordan ter dito que “acredita” que a conversa tenha sido sobre o assunto, alguns jornais ingleses de histórica boa reputação, incluindo-se aí a emissora BBC, já estão dando como praticamente certa a volta de Schumacher para as pistas! As manchetes são as mais incríveis; “Volta sensacional de Schumacher”, “Mercedes fala secretamente com Michael”, “Schumi vai assinar com a Mercedes” e por aí afora…
Lembremos que Xuxu já quis voltar esse ano de 2009 pela Ferrari e não conseguiu. Parece que ele tem problemas no pescoço devido a uma queda de moto no início do ano. Não nos esqueçamos que o homem terá 41 anos quando a temporada 2010 começar. Tem ainda o pequeno “detalhe” de seu contrato de consiglieri, ops, conselheiro da Ferrari, que acaba de ser renovado. E cá entre nós, não seria uma facada no coração dos tiffosi se o alemão voltasse noutra equipe que não a Ferrari?
Mas apesar do meu tom jocoso, não estou dizendo que isto não vai acontecer. Lógico que pode acontecer; é improvável, mas não impossível. Uma volta de Schumacher numa equipe Mercedes e ainda tendo Ross Brawn – que participou ativamente de todos os títulos do alemão, seria um golpe de marketing espetacular da F1.

E marketing é o que a F1 faz melhor!

Adauto Silva

terça-feira, 20 de novembro de 2012

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL É O PATROCINADOR MASTER DO CORINTHIANS


Timão e Caixa confirmam acordo de R$ 30 milhões

Agência Estado


O Corinthians apresentou oficialmente nesta terça-feira, em evento no Museu do Futebol, em São Paulo, o seu novo patrocinador master. Pelo acordo anunciado no dia anterior, a Caixa Econômica Federal passa a estampar o espaço nobre da camisa corintiana até o final de 2013, com grande probabilidade de renovação automática para o ano de 2014 - a estreia do novo uniforme será já no clássico deste sábado, contra o Santos, no Pacaembu.

Os valores do contrato foram confirmados pelas duas partes. Até o final deste ano, o Corinthians receberá R$ 1 milhão, o que permitirá a Caixa estampar sua marca no uniforme do time durante a disputa do Mundial, em dezembro, no Japão. Na próxima temporada, o banco vai desembolsar R$ 30 milhões - e, se houver a esperada renovação do acordo para 2014, esse montante anual passará por um reajuste com base no IPCA (índice de inflação).

Os executivos da Caixa adiantaram que a ideia é manter o patrocínio até o final de 2014. E também reconheceram que a possibilidade de estampar o uniforme corintiano na disputa do Mundial pesou na hora de fechar o acordo. "Não estamos chegando agora no futebol. Começamos a patrocinar três times (Figueirense, Avaí e Atlético-PR) e tivemos retorno espetacular de imagem", lembrou o diretor de marketing do banco, Clauir Santos.

Durante o evento, que contou com os jogadores Zizao, Danilo e Romarinho como modelos do novo uniforme, o presidente do Corinthians, Mário Gobbi, justificou a demora para encontrar um patrocinador master - o espaço estava vago desde abril e nem mesmo a conquista do título da Libertadores ajudou o clube a conseguir um acordo nos últimos meses. Segundo ele, a diretoria corintiana tratou de valorizar a marca, vendendo pelo melhor preço.

"Não vou vender a camisa por um preço vil. E, por isso, ficamos sem patrocínio (tanto tempo). Arriscamos e vencemos", afirmou Mário Gobbi. "Quanto custa colocar a marca na camisa do Corinthians? O valor é inestimável. A camisa do Corinthians é um dos maiores cartazes de propaganda do Brasil. Não se arruma um contrato desse da noite para o dia, que esteja à altura do Corinthians. É o maior patrocínio do futebol brasileiro."

MARKETING ESPORTIVO - O MOTOR DO NEGÓCIO

Marketing esportivo: o motor do negócio

Os mais de cem especialistas de todo o mundo que nos dias 19 e 20 de abril participaram do I Encontro Internacional de Gestão de Instituições Esportivas organizado pelo Centro de Pesquisas IESE-SBM (Sport Business Management Research Center) de Madri, Espanha, trataram dos desafios que enfrentam os profissionais do setor em três áreas fundamentais: marketing, finanças e administração de pessoal. O Universia-Knowledge@Wharton esteve presente ao encontro e tomou nota dos lances mais importantes do negócio.

No painel de discussão sobre marketing, intitulado “Explorando o patrocínio e a gestão de marca”, estava representada tanto a visão de quem investe no setor esportivo como a das entidades esportivas que necessitam de patrocínio para desenvolver suas atividades. Em um ambiente que lembrava muito uma disputa esportiva, saíram a campo, representando as empresas, Francisco Huertas, diretor de marketing da Adecco, multinacional de Recursos Humanos, e Iñaki Urdangarín, presidente do Instituto NOOS, consultoria especializada em assessoria a empresas e instituições nas áreas de mecenato e patrocínio. A equipe dos patrocinados foi representada por Sandro Rosell, vice-presidente do Barcelona Futebol Clube, e Bernard J. Mullin, presidente e CEO do Atlanta Spirit.

Foco no produto ou no consumidor?
Juan Manuel de Toro, professor do IESE-SBM, responsável pela moderação do debate, discorreu primeiramente sobre o marco conceitual do marketing esportivo. Posteriormente, fez uma classificação do mercado esportivo enfatizando principalmente a necessidade de segmentação, de um projeto e do desenvolvimento de uma estratégia de criação e manutenção da marca no setor esportivo.

Nos primeiros momentos do encontro, discutiu-se a definição de marketing esportivo, ficando clara a diferença de estilo dos jogadores. De acordo com o professor do IESE-SBM, o marketing esportivo tem “seu foco no consumidor: ele pensa, decide e atua tendo em mente o consumidor final”. Para isso, ressaltou o professor, “é preciso saber quem é o consumidor esportivo, o que ele deseja e do que tem necessidade; em seguida, elabora-se a oferta mais adequada possível a essas necessidades, que é dada a conhecer ao consumidor, buscando-se com isso obter o retorno desejado. O foco deve ser no mercado, e não no produto.”

Contudo, o atual vice-presidente do Barcelona F. C., Sandro Rosell, com 18 anos de experiência no departamento de marketing da NIKE, discorda ao afirmar que “na eterna discussão sobre quem seria rei, se o produto ou o cliente, o mais importante é investir no produto. Sem uma equipe muito boa não haverá clientes. Entretanto, isso não se aplica apenas aos clubes esportivos, mas a qualquer empresa comercial. Tudo começa com um bom produto”.

“O produto esportivo tem mais em comum com o ócio do que com os produtos tradicionais de consumo — afirmou o professor da IESE-SBM. Trata-se muito mais de um serviço: o consumidor esportivo  busca espetáculo, diversão, paixão, sentimento. Ele quer que todas as suas emoções sejam levadas em conta.” Todavia, para Sandro Rosell, “é muito difícil, no marketing esportivo, unir os interesses comerciais aos sentimentais”.

“O foco excessivo sobre o produto sempre foi uma marca muito característica das entidades esportivas, o que acaba por desprestigiar o consumidor. Trata-se de uma aposta claramente de curto prazo construída em função de resultados imediatos. Será que o mais importante de tudo são os resultados esportivos obtidos a qualquer preço? Como ficam os valores associados à marca esportiva?”, questionou Juan Manuel de Toro.

Estratégia de patrocínio: aspectos positivos do patrocínio esportivo para a empresa
Iñaki Urdangarín, presidente do Instituto NOOS e professor de Política da Empresa no ESADE, interveio na disputa para ressaltar a necessidade de aliar a atividade do patrocínio esportivo à estratégia corporativa, bem como mensurar sua eficácia.

Urdangarín, que participou de 170 partidas de handebol pela seleção espanhola, denunciou a falta de modelos conceituais que permitam “orientar a formulação da estratégia e dos sistemas para mensuração do impacto estratégico do patrocínio”. Para ele, o setor esportivo “necessita de indicadores que possibilitem relacionar a atividade de patrocínio aos objetivos estratégicos e empresariais”.

Um outro jogador, Francisco Huertas, diretor de marketing da Adecco, multinacional de Recursos Humanos com faturamento anual de 17,2 bilhões de euros, apoiou a intervenção de Urdangarín e expôs ao auditório as etapas da estratégia de patrocínio seguidas pela empresa:

·       Avaliação do projeto:
o      Identificação dos valores da entidade esportiva;
o      Branding (Qual o impacto da nossa marca? Ela cria valor?);
o      Relações públicas (possibilidade de desenvolvimento de relações públicas com os clientes);
o      Apresentação em espécie (participação da empresa em evento patrocinado);

·       Harmonia com os objetivos da empresa: cota, faturamento e lucros;
·       Cumplicidade com a busca de interesses comuns da empresa e do patrocinado;
·       Comunicação interna e externa (Exposição)
·       Complementação publicitária, seminários de formação etc. (atividades adicionais que complementem a atividade de patrocínio);
·       Mensuração e valorização (Combinar a quantificação com uma valorização mais depurada e analítica).

Contudo, todos os debatedores em campo (patrocinadores e patrocinados) concordaram que há falta de critério e de objetivos claros capazes de guiar as empresas no tocante às decisões relacionadas ao patrocínio esportivo. O presidente do Instituto NOOS sublinhou alguns dos erros mais comuns. “Fazer o gosto do presidente; assumir compromissos com determinados sócios ou provedores; considerar o patrocínio esportivo como publicidade apenas, ou ainda, achar que o patrocínio esportivo é algo para empresas grandes, com muitos números na conta de resultados.” Sandro Rosell acrescentou alguns itens à lista: “Presença do presidente no palanque reservado às autoridades no estádio; exposição da marca na televisão; o filho do presidente é fã desse esporte; meu objetivo é o mesmo do clube ou da entidade esportiva que será patrocinada por mim; e ainda, a idéia de que o consumo do meu produto vai crescer ou que venderemos mais.”

O participante estrangeiro do painel, considerado um dos principais gurus do marketing esportivo, atual presidente do Atlanta Spirit e ex-diretor de marketing da NBA, Bernard J. Mullin, observou que, no seu caso específico, “a estratégia de patrocínio de todas as equipes acha-se englobada pela estratégia da NBA (estratégia global de mercado)”. Mullin ressaltou que no Atlanta Haws, entidade que dirige há um ano e meio, “apesar de ser a pior equipe da liga atualmente, com 11 vitórias e 68 derrotas, verificou-se um aumento nas vendas de 67%, e de 15% no lucro do patrocínio”.

Os números apresentados por Mullin deixam claro que, apesar de não serem marcas e nem equipes líderes, o modelo de negócio do campeonato norte-americano de handebol era lucrativo. Esse esquema da NBA contrasta com o da indústria do futebol na Europa, onde, apesar dos números citados por Sandro Rosell com base no estudo European Sport Sponsoring sobre os lucros gerados pelo esporte (futebol, 61%; tênis, 28%; fórmula 1, 1%), “são poucos os clubes de futebol europeus que ganham dinheiro, e apenas cinco  ou seis — Juventus, Milan, Bayer, Real Madrid e Barcelona — são efetivamente os grandes competidores do mercado.

Rosell apresentou uma visão global da indústria do futebol. Observou que houve um crescimento considerável nos últimos dez anos (15% a 25% de aumento anual), o que determinou mudanças significativas na estrutura das receitas e dos custos, “embora — salientou — poucos clubes sejam rentáveis”. Afirmou que o modelo de negócio passou de uma indústria sobretudo local para outra global, e fez uma comparação com a indústria do entretenimento. Rosell deixou o “campo” com a observação de que, no futebol, “os títulos são como a distribuição de dividendos nas empresas”.

Num lance individual, Mullin narrou a experiência de sua empresa, o Atlanta Spirit, composta por cerca de três marcas (Atlanta Hawks, da NBA, a equipe de hóquei Atlanta Trashers, e o estádio Philips Arena): “Os lucros gerados pelas três marcas são de um quarto de bilhão de dólares, enquanto os lucros do patrocínio são de 40 milhões. Nesse montante não estão incluídos os direitos de transmissão pela TV , porque os EUA possuem uma grande rede de emissoras locais.”

A filosofia de patrocínio, de acordo com Mullin, é a de que “não vendemos patrocínio; o que fazemos é desenvolver um negócio que faça todo o possível para se adaptar ao patrocinador, ao seu público objetivo. Oferecemos algo que o satisfaça, sob medida. Nos EUA, não se buscam muitos patrocinadores; preferimos que sejam poucos, mas que ofereçam muito dinheiro, porque assim é possível dar a eles uma atenção maior e mais personalizada”.

Gestão de marca
José Manuel de Toro retomou os debates descrevendo as principais características de sua marca: “É uma garantia de satisfação das necessidades e desejos dos consumidores. É, além disso, fonte de receitas diferenciadas (mais preço, mais cota, mais fidelidade). Trata-se de um veículo de comunicação para outras marcas (exemplo disso é o patrocínio). A marca oferece a possibilidade de estender mais facilmente a linha de produtos ou serviços oferecidos — e concluiu a classificação afirmando que se trata do tangível do intangível.”

Sandro Rosell, por sua vez, distinguiu três dimensões que influenciam na criação e no desenvolvimento da marca: a atividade esportiva (relacionada aos jogadores, à equipe e aos sucessos nos esportes), a atividade social (onde se cria a base da afetividade) e a atividade empresarial (destacando-se, principalmente, as “fontes de receitas”, “finanças sólidas” e “controle de custos”. Para Rosell, “em um clube, é preciso criar uma marca; para isso, porém, é preciso criar antes um produto.”

Com relação ao Barcelona F. C., um dos principais clubes de futebol do mundo, Rosell disse que a exploração da marca através do marketing e da mídia (sobretudo via pay-per-view) havia se tornado a mais importante fonte de receitas dos principais clubes de futebol. O vice-presidente do Barcelona lançava com isso várias perguntas: “No caso dos clubes de futebol, somos patrocinados ou patrocinadores? Somos gestores de marca ou esperamos que venha alguém e nos compre? O departamento de marketing do Barcelona tem sob sua responsabilidade a criação de  uma marca competitiva; por outro lado, temos ao mesmo tempo de desejar que venha alguém de fora e nos compre.”

Mensuração do retorno do investimento do patrocínio esportivo
Francisco Huertas salientou a importância de se medir a atividade do patrocínio com os mesmos sistemas empregados em outras atividades da empresa. “Embora os números sejam fundamentais, e o retorno possa ser medido pelo peso registrado em papel, GRPS (Gross Rating Points, medida que avalia o peso da publicidade gerado por um veículo determinado num período específico de tempo), aumento do faturamento e de clientes etc., existe um componente de empatia e de valores que não pode ser quantificado.”

“Não há ferramenta que seja útil para todos — salientou Huertas — porque toda empresa tem seus objetivos específicos e cada uma valoriza aspectos estratégicos diferentes, como disse Iñaki. Uns valorizam a exposição; outros, a relação com grupos de interesse; outros ainda, a reputação social etc.”

No tocante ao retorno do investimento feito, Bernard J. Mullin discorreu sobre a experiência americana: “Hoje em dia, o indivíduo rico que injetava dinheiro em uma equipe por amor ao esporte não existe mais. Todos querem algum benefício em troca. Os patrocinadores exigem que lhes seja entregue, no final do ano, um dossiê com o número de inserções e de exposições de sua marca ou logo na televisão e na imprensa, o número de atividades em que foram exibidos e fotos de todos os logos expostos no estádio. O controle é total. Mullin concluiu dizendo que existem nos EUA quatro empresas que se dedicam exclusivamente à avaliação do rendimento dos patrocínios. São uma espécie de auditoria que procura demonstrar até que ponto a empresa patrocinadora aumenta as vendas, produz retorno financeiro etc. Tudo é analisado rigorosamente.”

Sandro Rosell, vice-presidente do Barcelona, concluiu sua exposição referindo-se ao patrocínio esportivo como uma atividade muito rentável, ressaltando também a falta de “ferramentas que mensurem o retorno sobre o investimento feito”. Rosell afirmou: “Nos meus quinze anos de experiência com a NIKE, não vi, porém, nenhuma experiência eficaz. Nem mesmo por parte das empresas de análise dos meios de comunicação. De todas as avaliações e mensurações, a única que me serve é a satisfação do patrocinador.”

O moderador do painel, José Manuel de Toro, encerrou o debate pedindo ao público uma salva de palmas para os quatro debatedores, os quais deixaram a seguinte certeza: apesar das diferentes opiniões e pontos de vista, a relação entre patrocinador e patrocinado deve ser de mútua necessidade e entendimento.


Publicado em: 18/05/2005

FONTE UNIVERSIA

A PODEROSA FERRAMENTA DO MARKETING ESPORTIVO


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

BRAND FINANCE FOOTBALL 50


Brand Finance 2012: 4 brasileiros na lista

Corinthians, São Paulo, Internacional e Flamengo integram o ranking 2012 das 50 marcas mais valiosas do futebol mundial

 





Com receitas recordes e com a proximidade da Copa do Mundo de 2014, o futebol brasileiro apareceu definitivamente no radar internacional. Prova disso é a presença de quatro clubes do País no Brand Finance Football 50 2012, estudo divulgado pela empresa nesta semana e que aponta as marcas mais valiosas do mundo do futebol.

O ranking, liderado pelo Manchester United desde 2011, elencou Corinthians, São Paulo, Internacional e Flamengo entre as 50 maiores marcas. O alvinegro aparece em 24º com um valor de marca de US$ 77 milhões. O tricolor é o 39º com US$ 58 milhões. O colorado e o rubro-negro ocupam a 44ª e a 47ª posições, respectivamente, com valor de marca de US$ 51 milhões e US$ 46 milhões.

Apesar da presença brasileira, a distância para os clubes das principais ligas ainda é muito grande. Os ingleses se mantiveram na liderança com valor de marca de US$ 853 milhões. Completam o Top 5 Bayern de Munique (US$ 786 milhões), Real Madrid (US$ 600 milhões), Barcelona (US$ 580 milhões) e Chelsea (US$ 398 milhões), cujo valor deve aumentar após a conquista da Liga dos Campeões da UEFA, no sábado 19 de maio.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

STOCK CAR - GRANDES PATROCINADORES E INVESTIMENTO EM MARKETING DE RELACIONAMENTO


CONGRESSO INTERNACIONAL DE SEGURANÇA PARA GRANDES EVENTOS




CLUBE DO TORCEDOR É MARCA REGISTRADA PELA AUCON NO INPI




MARKETING ESPORTIVO

MARKETING ESPORTIVO : CONCEITOS E DEFINIÇÃO


Marketing esportivo: conceitos e definição
Ferramenta se fortaleceu a partir do século XX nos Estados Unidos e está vinculada diretamente à indústria dessa área
Equipe Universidade do Futebol
Apesar de ter sua gênese ligada ao século XIX, o marketing esportivo só começou a tomar corpo a partir de 1921, quando a empresa norte-americana Hillerich & Bradsby (H & B) lançou um plano de marketing e assumiu a liderança na produção de tacos de beisebol. Desde então, o esporte ganhou um tratamento cada vez mais próximo de um negócio, e a ação do marketing esportivo é uma das principais explicações para isso.
 
Mas o que é, afinal, o marketing esportivo? O marketing é um processo social e gerencial pelo qual os indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam por meio da criação, oferta e troca de produtos de valor com outros. Em outras palavras, é uma forma de aproveitar as possibilidades do mercado para incrementar as receitas e o número de clientes fiéis de uma empresa ou produto. O marketing esportivo é a aplicação de estratégias do marketing tradicional na indústria do esporte.
 
Os precursores da classificação do esporte como um negócio - e um negócio extremamente lucrativo - foram os norte-americanos, que durante o século XX apresentaram diferentes saídas para angariar fundos e transformar a atividade esportiva em uma forma de ganhar cifras cada vez mais voluptuosas.


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ENCONTRO INTERNACIONAL DE MARKETING ESPORTIVO NA UFRJ


Palestra mostra como Brasil deve aproveitar Copa e Olimpíada

12 de novembro de 2012  16h21  atualizado às 17h30
    MÔNICA GARCIA
Direto do Rio de Janeiro
O 1º Encontro Internacional de Marketing Esportivo aconteceu na cidade universitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e foi realizado pelo Centro de Estudos em Marketing Esportivo da COPPEAD juntamente ao British Council.
O evento reuniu estudiosos no assunto, representantes de empresas patrocinadoras de eventos, como Olimpíada e Copa do Mundo, além do professor de estratégia e marketing esportivo do Coventry Business School e fundador do CIBS (Centre for the International Business of Sport), Simon Chadwick. Eles explicaram como o Brasil deve aproveitar os grandes eventos que receberá em breve: a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.
Considerado um dos maiores nomes do marketing esportivo europeu, Chadwick abordou os principais obstáculos e ganhos que Londres obteve a partir da experiência da Olimpíada. Ele destacou a importância que os Jogos deixaram para a capital britânica, passando principalmente pelo legado que grandes eventos podem deixar e representar para o país que o sedia.
Chadwick mostrou que estes ganhos deixados para Londres foram muito além da infra-estrutura. O legado foi uma questão primordial para que os Jogos fossem um sucesso. Segundo o professor, o Brasil já passou a imagem para o mundo todo que sabe fazer grandes festas, como o Carnaval, e que é um povo feliz. Agora precisa passar a imagem de que é uma terra de oportunidades e investimentos.
"Essa imagem do Brasil que sabe fazer festa, Carnaval e que tem lindas praias, todo mundo já conhece. Agora é hora de o Brasil passar a imagem de que é uma terra de oportunidades. Uma terra onde as pessoas e as empresas estão crescendo, prosperando e se desenvolvendo. Onde a pobreza está sendo erradicada e que tem um grande futuro", disse Chadwick.
Outro ponto abordado pelo professor londrino foi como a marca pode ficar em voga com uma simples estratégia de marketing. Chadwick mostrou propagandas simples que podem fazer um grande sucesso, como o uso de uma marca na cueca de um jogador em campo. Essa imagem chegaria a milhões de pessoas no mundo.
Para o gerente da marca Powerade, da Coca-Cola, Fernando Sá, a palestra serviu para aprender como o legado de Londres pode ajudar o Brasil pós-2016, já que é preciso ir além do financeiro. De acordo com Sá, é fundamental pensar no ser humano.
"É muito importante pensarmos como agentes transformadores da vida das pessoas. Os grandes eventos irão passar, mas precisamos ter comprometimento para que estímulos sejam além dos dias de eventos", afirmou Sá.
"Essa palestra serviu para que possamos entender a dimensão desses grandes eventos que vamos sediar. Embora esteja aqui com a lente de marketing de uma empresa patrocinadora há muitos anos, também estou como brasileiro, para entender o que eu posso através do meu trabalho deixar de legado", emendou.
A escolha do nome de Chadwick para ministrar esse primeiro encontro, de acordo com o professor Victor Almeida, da COPPEAD, foi por causa da proximidade da teoria estratégica esportiva que vem sendo desenvolvida na Europa e a prática em negócios que o fundador do CIBS tem.
"Essa palestra vem sendo pensada há cinco anos. E quando pensamos em nomes para trazer, muitos de estudiosos foram levados à mesa. Pensamos em nomes de professores americanos, que são grandes entendedores do assunto, mas o esporte no Brasil é muito diferente dos Estados Unidos, então essa visão pouco nos ajudaria", disse.
"E a teoria que vem sendo desenvolvida na Europa é mais parecida com a nossa, por isso o nome do Simon para ministrar esse primeiro encontro. O Simon circula muito bem entre a teoria e a prática, e isso é um grande diferencial. Somos um centro acadêmico, mas voltado para a prática, para os negócios, pois juntamos o mundo acadêmico com o mundo dos negócios, e o Simon também", afirmou o professor.
De acordo com Almeida, esse será apenas o primeiro encontro de muitos que acontecerão até 2016. Para o professor é preciso que os patrocinadores e estudiosos tenham uma boa teoria para que a prática seja mais bem aproveitada para todos.
"Quando as pessoas que vão fazer grandes eventos tem acesso a boas teorias, isso se reverte em uma prática maravilhosa. Penso que a prática não se dissocia da teoria e vice-versa. Por isso queremos cada vez mais reunir esses dois mundos, acadêmicos e de negócios", concluiu Almeida.
Para o diretor da British Council no Rio de Janeiro, Guilherme Guimarães, o grande conhecimento adquirido com os Jogos de Londres 2012 do professor Chadwick pode ajudar o Brasil não cometer os mesmos erros britânicos.
"Por ele ter estado tão próximo dos Jogos de Londres, acumulou grande experiência e conhecimento que podem nos ajudar a não cometer esses erros que eles cometeram, e também potencializar os acertos que tiveram. Um ponto abordado por ele que considerei fundamental foi que não temos que nos preocupar em sediar a Olimpíada mais organizadas, mas sim entender qual é a nossa essência e trabalhar em cima da nossa própria essência", concluiu.
FONTE PORTAL TERRA